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Rua das Camarinhas 470 - Fontes, 2410-850 Leiria, Portugal
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A paisagem geológica da Grota sem flores com flores

A GROTA está situada entre a extrema da Serra de Aire –  com o seu mundo subterrâneo formado por rocha fendida, cavernas e grutas, onde correm rios de água inacessíveis à maioria dos animais, e uma superfície seca de lapiaz – e o Vale do Lis, onde essas águas emergem em diferentes nascentes. Na Grota, a nascente principal do rio Lis, a água rebenta de modo espetacular, ao fim de alguns dias de chuva contínua na Serra, onde a água cai e logo desaparece nas condutas verticais do calcário em dissolução.

Imaginas um mundo
sem flores?

A rocha que pisamos ao redor da GROTA formou-se sobre o fundo magmático do jovem Oceano Atlântico, num tempo em que não havia flores. Neste passado, de há muitos milhões de anos, o mar era límpido, quente, pouco profundo, rico em algas e povoado por recifes de rudistas à volta do qual se agitavam os crinoides, equinoides, braquiópodes, amonites e belemnites. Havia répteis como os ictiossauros que nadavam velozmente, caçavam peixes e lulas e davam à luz. Nas regiões mais calmas do oceano, os carbonatos precipitavam para dar forma aos calcários jurássicos, do chão geológico da GROTA. Lentamente, alguns centímetros por ano, o oceano abria-se mais e mais, separando a Europa do continente norte-americano e, com mais lentidão ainda, o calcário ia aumentando a sua espessura. Por vezes, na lama calcária, os seres antigos deixaram lá os seus sinais: impressões, pegadas, rastos, ossos e conchas. Informações sobre mudanças climáticas também ficaram registadas nas rochas.

Descobre formas fósseis
encontradas nos calcários jurássicos.

Depois deste tempo, houve outro – já florido – que fez levantar, dobrar e partir as espessas lajes do calcário jurássico. Na dança das placas tectónicas, a colisão da microplaca da Ibéria com a grande placa Africana enrugou-lhe as paisagens e criou a Serra que vemos por detrás da GROTA.   E depois… choveu.  As águas pluviais misturadas com o dióxido de carbono atmosférico, infiltraram-se nas fendas do calcário que, ao dobrar se partiu, e abriram espaços no seu miolo, removendo os carbonatos à sua passagem. Formou-se então o carso, uma paisagem dominada por calcários em dissolução, por baixo dos quais correm rios de águas pesadas, carbonatadas, pouco filtradas, onde se formam cavernas, lagos e galerias, um reino para os morcegos – símbolo do parque natural da Serra.

Como nasce um rio
e onde vai ter.

É a chuva que cai na Serra de Aire que alimenta o rio Lis. Ele exsurge na Grota – nascente principal – a dezenas de metros acima do nível do mar, e nas várias nascentes ou exsurgências  à volta da GROTA, como o Olho. Para a bacia hidrográfica, confluem as águas do Lis e seus afluentes – rio Lena, ribeira dos Milagres, ribeira de Carvide, ribeira da Bajouca e ribeira do Sirol – mas é na profundidade do carso que a água viaja com maior volume. Juntas, águas superficiais e subterrâneas, fazem o seu caminho e confluem na foz, junto à praia da Vieira, devolvendo ao Oceano Atlântico parte da matéria que, um dia, lhe pertenceu. 

E a fauna, como é?

Lá no alto, nas montanhas que rodeiam a GROTA, a paisagem é cársica e os animais são esquivos. No mundo subterrâneo, os morcegos são animais muito importantes na conservação da biodiversidade. Ao favorecer a circulação dos nutrientes, permitem que nas cavernas e grutas vivam também aranhas, besouros, crustáceos e vermes. Cá fora, os morcegos controlam a população dos insetos (entre eles, pragas e vetores de doenças), espalham sementes e polinizam algumas plantas. Nesse mundo exterior, podem ser vistos texugos, raposas, javalis, coelhos, águias, falcões, corujas, gralhas de bico vermelho, escaravelhos, borboletas e abelhões. As plantas da serra permitem às abelhas produzir mel de elevada qualidade, por isso, podem avistar-se alguns grupos de colmeias, pertencentes a residentes das Fontes e arredores.

Em baixo, perto das águas do Lis, a fauna é mais biodiversificada. É possível encontrar animais domésticos, como cabras e galinhas e também animais de vida livre: lontras, esquilos, cobras (de terra ou de água, nenhuma delas venenosa), salamandras, garças, patos, guarda-rios, alvéolas, melros, rouxinóis e libélulas.

No rio, não há atividade piscatória e a água é imprópria para o consumo humano, dado que o sistema cársico da Serra de Aire não filtra a água e a contaminação é fácil de acontecer através dos sumidouros que ligam a superfície da serra ao aquífero. Há lagostins, enguias, planárias, ruivacos, barbos, rãs-verdes e sapos.


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    Estrada das Camarinhas 470
    2410-850 Leiria, Portugal

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    reservas@grota.pt

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